Caso de estudo: como uma marca espanhola de mobiliário urbano substituiu 60% do plástico virgem
Um olhar sobre um projeto de 18 meses que trocou HDPE virgem por PolyAl reciclado em toda uma gama de bancos e floreiras.

Nomes ocultados a pedido do cliente, mas os números são reais.
O ponto de partida
Um fabricante de mobiliário urbano do sul da Europa a produzir 240 t/ano de bancos, floreiras e caixotes do lixo moldados por injeção. Matéria-prima 100% HDPE virgem. Pressão ESG de clientes municipais a exigir declarações de conteúdo reciclado em todos os concursos públicos.
O teste
Enviámos um lote de amostra de 5 toneladas em meados de 2024. Os primeiros ensaios de injeção exigiram dois ajustes de parâmetros — temperatura de fusão ligeiramente mais alta, enchimento mais lento — mas, à terceira tentativa, produziram peças que passaram no teste de queda e na especificação estética do cliente.
O lançamento
Ao longo de 14 meses, o fabricante migrou toda a sua gama de bancos e floreiras para uma mistura 60/40 de PolyAl/virgem. Os caixotes do lixo mantiveram-se em material virgem (na altura, havia preocupações regulamentares relacionadas com contacto alimentar).
Os resultados
- 144 t/ano de HDPE virgem substituídas
- ~230 t CO₂ evitadas por ano
- Dois concursos municipais ganhos com base na pontuação de conteúdo reciclado
- Custo de produção: neutro (o PolyAl custa menos do que o material virgem, compensando o ligeiro aumento do tempo de ciclo)
O que fariam de forma diferente
Começar pelas peças em que o argumento do conteúdo reciclado tem mais peso nos concursos, e não pelas peças mais fáceis de moldar. O valor de marca associado a "feito a partir de embalagens de bebidas" foi maior do que o esperado.
